Nasceu

Nasceu!
Você que planejei,
Há mais tempo que penso existir.
Semente plantada há meses atrás.
Sonhada ao longo desses infindáveis dias.

Filha, você, que é fruto dos sonhos dos seus pais,
Semente de nossas carnes,
Finalmente desponta para a luz da Terra.

Seus olhos, ainda puros, receiam em se abrir.
Talvez a claridade das luzes te ofusquem um pouco,
Embora, devo dizer, que seja infinitamente menos,
Que a luz da tua alma ofusca nossos corações.

Agora venha minha filha,
Deixe-me colocar teu pequeno corpo em meu peito,
Ensina o teu pai
A dar um passo maior que as montanhas,
E o coração a pulsar,
Mais longo e mais profundo que o silencio do universo.
Pois te amo, ainda além,
Beatriz.

10/09/2012 – 23:55

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